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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Miscelânea: a memória, o pó dos anjos e o remédio Arcalion

Por Matheus Pereira
Para o Bioquímica da Depre

Como que memorizamos informações? 

Pense num neurotransmissor. Qualquer um.

As chances são de que você tenha lembrado da dopamina. É a dopamina que azeita o funcionamento do nosso sistema de recompensa: é só comer um prato com bastante açúcar e gordura, ou encontrar amigos ou então transar para que se sinta uma sensação de prazer e de bem-estar. Neurotransmissor que explica o vício em cocaína e anfetaminas, a infâmia da dopamina lhe rendeu bastante fama. Acetilcolina, endorfina, noreprinefrina também estão no rol daqueles neurotransmissores bem lembrados.

E é uma tremenda injustiça se você não lembrou do glutamato (derivado do ácido glutâmico, essa molécula aí em cima) – quando eu disse para pensar num neurotransmissor. Trata-se do neurotransmissor excitatório mais comum em seu cérebro (e no cérebro dos outros mamíferos também, a propósito). "Tá, que legal, mas serve pra que?". Talvez a função mais importante do glutamato seja seu papel na memória. O hipocampo, que é a principal área do cérebro quando o assunto é a formação de memória, usa (muito) glutamato.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Modafinil: o "turbinador cerebral"

"Peguei um livro sobre física quântica. 5 horas depois, percebi que estava na última página. Eu não havia parado por um segundo sequer"


Conheça o Modafinil - chamado na mídia de"anabolizante para o cérebro", "Viagra do intelecto" e "melhorador cognitivo"

         "O homem não irá esperar passivamente por milhões de anos até que a evolução lhe ofereça um cérebro melhor". A frase foi dita por Corneliu E. Giurgea, o criador de uma droga chamada Piracetam. Trata-se de um remédio que chegou às prateleiras europeias no início da década de 70. Nos testes clínicos, os voluntários que haviam tomado o Piracetam notaram que "podiam pensar com mais clareza" após a droga. 

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domingo, 21 de dezembro de 2014

Cafeína: compreendendo a droga psicotrópica mais usada no mundo

Texto escrito por Neil Majithia no Journal of Young Investigators
Tradução livre
A cafeína é legalizada no mundo inteiro.

            Seja consumindo-a numa xícara de café bem quente no café-da-manhã ou numa bebida energética depois do almoço, o mundo é viciado em cafeína. De acordo com um estudo feito pela revista New Scientist, 90% dos adultos da América do Norte tomam cafeína diariamente, o que torna essa substância legal e psicotrópica a droga mais utilizada no mundo. Seu uso muito difundido, adicionado à falta de qualquer valor nutricional, deflagrou a reprovação daqueles que defendem dietas rigorosas. Eles condenam a cafeína tal como se esta fosse um composto demoníaco. Mas a partir de que ponto as visitas à cafeteria podem ser consideradas atividades pecaminosas? Enquanto as pesquisas sobre a cafeína acabam mostrando evidências conflituosas, o único consenso que se tem parece ser o antigo chavão do "tudo em moderação".
           

sábado, 20 de dezembro de 2014

Piracetam: o primeiro nootrópico

"Nootrópico" é uma palavra relativamente moderna. Em qualquer dicionário publicado antes de 1972, ela não é nem mesmo encontrada. Os nootrópicos são medicamentos ou suplementos que supostamente são capazes de aumentar o desempenho cognitivo de seus consumidores – em geral, estes são pessoas que padecem de Mal de Parkinson ou de Alzheimer. 

No entanto, aqueles que não sofrem de doenças neurodegenerativas acabam se interessando pelos nootrópicos, uma vez que eles anunciam a capacidade de melhorar a concentração, memória, percepção e até mesmo proteger o cérebro de danos causados por certos agentes químicos. Para entender um pouco mais sobre os nootrópicos, é necessário voltar um pouco no tempo e visitar a Romênia do século XX.

Foi lá que foi sintetizado o primeiro nootrópico, o piracetam (vendido no Brasil como Nootropil). Quer saber mais?