Pense num neurotransmissor. Qualquer um.
As chances são de que você tenha
lembrado da dopamina. É a dopamina que azeita o funcionamento do nosso sistema
de recompensa: é só comer um prato com bastante açúcar e gordura, ou encontrar
amigos ou então transar para que se sinta uma sensação de prazer e de bem-estar.
Neurotransmissor que explica o vício em cocaína e anfetaminas, a infâmia da dopamina
lhe rendeu bastante fama. Acetilcolina, endorfina, noreprinefrina também estão
no rol daqueles neurotransmissores bem lembrados.
E é uma tremenda injustiça se você
não lembrou do glutamato (derivado do ácido glutâmico, essa molécula aí em cima) – quando eu disse para
pensar num neurotransmissor. Trata-se do neurotransmissor excitatório mais
comum em seu cérebro (e no cérebro dos outros mamíferos também, a propósito).
"Tá, que legal, mas serve pra que?". Talvez a função mais importante
do glutamato seja seu papel na memória. O hipocampo, que é a principal área do
cérebro quando o assunto é a formação de memória, usa (muito) glutamato.



